
Quando e por que ir no Geriatra?
É a partir dos 60 anos que se aconselha procurar um geriatra para acompanhamento. Idosos “mais jovens” e muitas vezes com poucas queixas e doenças também se beneficiam do médico especialista em geriatria. Para esses pacientes o foco é o envelhecimento saudável, o rastreio de doenças neurodegenerativas e a prevenção de doenças.
Já os pacientes com muitas doenças, polimedicados, que são vistos por vários especialistas e tem múltiplas queixas, merecem atenção redobrada e tem que estar, obrigatoriamente, sendo acompanhados por um geriatra. Esta é uma medida importantíssima para evitar o que chamamos de “bomba relógio geriátrica”, ou seja, a combinação não planejada de receitas e medicações.
Conforme o tempo passa a tendência é que os idosos fiquem mais frágeis e exijam mais cuidados. O equilíbrio é cada vez mais tênue e é importante ter alguém que conheça o idoso de uma maneira global e holística. Alguém que possa combinar as ações a fim de alcançar dois objetivos comuns: a qualidade de vida e a longevidade saudável.
O geriatra é especialista em todas as doenças que afetam mais os idosos. Ele está preparado exatamente para lidar com as nuances, especificidades e consequências dessas doenças nas pessoas mais velhas.
Qual o diferencial de um Geriatra?
O médico geriatra reúne todo o histórico do paciente, incluindo suas passagens por outras especialidades médicas. Assim, ele é capaz de realizar uma análise mais completa e eficiente, fazendo o tratamento de maneira global. É preciso um diagnóstico unificado para lidar com a complexidade da saúde do idoso.
O que é mais tratado na Geriatria:
Problemas de memória
A velhice não traz problemas de memória. Estes, normalmente, são causados por maus hábitos ou doenças. Queixas de memória são um alerta vermelho para a possibilidade de demência, depressão ou uso inadequado de medicações controladas.
Depressão
Pacientes que têm sintomas depressivos não necessariamente tem Depressão. Muitas vezes esses sintomas “mascaram” demências ou outras doenças que afetam o humor e o comportamento.
Luto
Infelizmente a velhice traz muitas perdas. Alguns lidam bem com isso, outros não. Em determinado momento, o luto pode levar a um processo de depressão, transtornos de ajustamento etc. Algumas vezes, a partir de um trauma como esse, algumas alterações da mente ficam mais notáveis e abrem caminho para o diagnóstico de demência.
Alterações do sono
Alguns idosos demoram para pegar no sono, outros acordam muito durante a noite. São comuns também os que dormem pouco ou tem sonolência diurna.
Dependência de medicações controladas
Muitos desses não podem ou não deveriam ser prescritos para idosos, com raras exceções. Rivotril (clonazepam), Frontal (alprazolam), Lexotam (bromazepam), dentre outros, podem ser grandes vilões da saúde mental.
Quedas
Idosos que caem muito são comuns. Muitas vezes esse tipo de alteração é negligenciada pelas famílias e não são tratadas como deveriam. Uma queda pode significar uma fratura, uma hospitalização e culminar em eventos que podem inclusive levar à morte.
Infecção urinária de repetição
É uma das causas mais frequentes de internação entre os idosos. A prevenção adequada existe e novas medicações já estão disponíveis para evitar novas infecções.
Demências (como a pela Doença de Alzheimer)
Afetam grande parte dos idosos. Normalmente começam com alterações de comportamento, esquecimentos, sintomas depressivos e incapacidade de realizar coisas que antes eram feitas com facilidade.
Doença de Parkinson
É uma doença neurodegenerativa que afeta os movimentos. O tratamento eficaz da doença melhora os sintomas e tem impacto direto na qualidade de vida.
Dores crônicas, artrose e degeneração óssea
Fazem parte dos problemas mais comuns nos pacientes mais velhos. O tratamento é especifico e direcionado. Uso crônico de analgésicos e anti-inflamatórios pode causar dependência e levar a uma série de complicações no organismo.
Incontinência urinária
Extremamente comum, muitas vezes esse distúrbio traz constrangimento para os idosos e é pouco comentado entre a família. A mais observada é a chamada incontinência urinária de urgência. Nessa alteração é comum “não dar tempo” de chegar até o banheiro.
Fragilidade do idoso
Idosos enfraquecidos, lentificados, sedentários e com pouca musculatura são comprovadamente mais sujeitos às doenças relacionadas à idade. A fragilidade tem tratamento e pode ser revertida.
Alterações de comportamento
Comportamentos inadequados, agitação, tristeza e sintomas depressivos, agressividade, etc. É comum também idosos que acumulam objetos, se endividam, tem desconfiança e ciúmes excessivos, dentre outras alterações.
Vacinação
A vacina da gripe não é a única indicada para os idosos. Manter a caderneta vacinal em dia evita quadros infecciosos extremamente comuns na nossa população. Saber quando tomar ou não a vacina da Febre amarela também vem ganhando destaque entre os idosos.
Cuidados ao procurar um Geriatra:
Nem todo médico que cuida de idoso é geriatra. O médico geriatra é aquele que, após a sua formação básica na faculdade de Medicina, faz uma Residência Médica em Geriatria (após cumprir um pré-requisito de dois anos de clínica médica) ou é aprovado em Prova de Título de Especialista em Geriatria pela SBGG/AMB.
